SAÚDE, LONGEVIDADE E ENVELHECIMENTO

Entender a passagem do tempo sob a ótica operacional ajuda a retardar e até reverter o processo.

Por: Dra. Isabela M. B. David – Médica Nutróloga –

Um dos temas preferidos de minhas palestras é “Medicina do Século XXI: Mais preventiva, Mais Preditiva, Mais Personalizada”.

Mais preventiva porque podemos atuar cada vez mais na redução de risco de doenças. Entendendo longevidade e envelhecimento como dois diferentes campos de pesquisa, concluímos que, favorecendo o primeiro e retardando o segundo, estamos efetivamente contribuindo para um envelhecer com boa qualidade de vida. Isto nos levou a uma importante mudança de paradigma: é possível envelhecer sem ficar doente!

Mais preditiva porque os recursos da medicina moderna nos permitem predizer – ou seja, dizer antecipadamente – as predisposições que cada um de nós apresenta para um número cada vez maior de doenças. Desta forma, podemos interferir precocemente e, muitas vezes, impedir que a doença se manifeste. Isso nos levou a uma segunda importante mudança de paradigma: não somos mais reféns da nossa hereditariedade, como nos propõe a capa da revista americana TIME, de Janeiro de 2010, intitulada “Por que o seu DNA não é o seu destino” (Why your DNA isn´t your destiny).

Mais personalizada porque após o seqüenciamento de nossos genes através do fantástico Projeto Genoma Humano (PGH), concluído em 2003, reconhecemos serem necessários cuidados individualizados tanto na prevenção como no tratamento de doenças. Por exemplo, através de testes genéticos podemos identificar mutações que favorecem a obesidade, mutações estas que podem estar relacionadas tanto à dificuldade de queimar gordura (lipólise) como a facilidade de formar gordura (lipogênese). Reconhecendo-as, podemos atuar mais objetivamente, interferindo inclusive na escolha dos alimentos que compõem a dieta sual e fazendo opções terapêuticas mais direcionadas.

Segundo Paolo Giacomoni, conceituado pesquisador italiano, devemos entender o envelhecimento sob o ponto de vista operacional, que se pode ser avaliado quantitativamente, de modo individual, familiar, profissional, empresarial, comunitário, municipal, estadual, federal, enfim, em vários “níveis de gestão”.

Dra. Isabela M. B. David – Médica Nutróloga
CRM (SC): 6.356 e CRM (MG): 25.028
Atua clinicamente como médica Nutróloga em Florianópolis (SC) e em Leopoldina (MG).
Responsável pela empresa Insight Assessoria e Consultoria em Nutrologia.
Publicações: Livro: Algo Mais (Editora Insular, 2006)
www.draisabeladavid.com

 

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