O DOM DE SE IMPORTAR COM ALGUÉM

Fomos feitos para dar e receber amor. É na demonstração de carinho que nos sentimos bem. A verdade, é que não importa a quem

por: Claudia Queiroz

Infelizmente muitas pessoas só conseguem se importar com aquilo que diz respeito à própria vida. Muitas delas acham chato ouvir os problemas alheios e dedicar alguns minutos do seu dia a quem sofre.
Imagine quem sofre de depressão… E as que vivem abaixo da linha da pobreza, como se injustiça social fosse um mal necessário e não o fruto de uma sociedade cruel que abandona quem é mais fraco.

Pena mesmo é saber que tem gente que acredita que trabalho voluntário só serve mesmo para embelezar currículo, ignorando o quanto ajudar a quem precisa é necessário e transforma radicalmente o coração de quem se dispõe a contribuir.

As pessoas estão anestesiadas. Fazem isso para não sentirem seus próprios sentimentos. É mais seguro ser superficial. Na verdade, deveríamos nos importar mais, chorar mais, nos indignar mais, escutar mais, pra dizer mais vezes “Entendo você”, “Estou aqui”, “Conte comigo”, “Perdão”, “Entre na minha vida. A porta está aberta”.

Quando nos importamos, nos tornamos vulneráveis e muito mais autênticos. Diferente dos protocolos e regras que só servem para manter a gente numa falsa sensação de conforto.

Amor que se planta e colhe

Com o coração iluminado, uma garota de 17 anos resolveu fundar em Curitiba uma instituição que fizesse não só a vida dela, como a de todos os envolvidos, valer a pena. Hoje, com 20 anos e estudando pedagogia, Letícia Witzki conta que descobriu no voluntariado a maneira de deixar a vida com um propósito maior: doar aquilo que tenho de mais valioso, tempo e amor a quem precisa, pois, de acordo com ela, só o amor pode curar e transformar vidas!

Apaixonada por dança, música, clown e principalmente por crianças, ela começou o projeto em abrigos de crianças para conhecer de perto a realidade dos pequenos abandonados ou em situação de risco. Inspirada pelo avô Antonio Witzki, que ensinou a ela que o amor tem um pode incrível de transformar vidas, ela segue a missão de recrutar mais voluntários para alcançar um número cada vez maior de pessoas.

Interessante que a vida dela estava predestinada a alegria. O nome dela tem esse significado na etimologia. Satisfeita, ela conta que tem recebido bem mais do que imaginava. “Voluntariado é entrega, é troca, é amor. Não me imagino longe desse mundo (voluntariado), pois foi nele que me encontrei”, define a jovem.

Inspirada por bons sentimentos

Fundado em maio de 2013, o grupo Semeando Amor surgiu com intuito de proporcionar atividades que influenciassem a vida das crianças e adolescentes atendidas. Atividades através das artes, como pintura, dança, teatro, música e clown.

Sem vínculo com qualquer instituição religiosa, mas com princípios cristãos, “de amar uns aos outros como a ti mesmo”, eles fazem visitas deixando risos, força e luz àqueles que precisavam de estímulo para acreditar na vida.
Todos os meses visitam instituições que abrigam crianças órfãs ou retiradas da família por ordem judicial. Entre elas estão o Lar Amor Real, ACOA – Associação Curitibana dos Órfãos da AIDS, APAV – Associação Paranaense Alegria de Viver e Pequeno Cotolengo Paranaense.

Além disso, contabilizam eventos solidários significativos desta curta jornada, mas com grandes propósitos, nas datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Crianças, Movimento para Cultura da Paz, promovido pelo Estado, o Dia do Abraço, no Jardim Botânico, entre outros.

O movimento vem contagiando voluntários, que deixam aqui suas principais sensações do que significa doar tempo e amor. Confira!!!

No começo era apenas um passatempo, e não falo isso com menosprezo, porque quando comecei a participar do Semeando Amor eu estava passando por uma situação, que na época, foi muito difícil aceitar e vi no voluntariado uma forma de terapia. Percebi que meu problema – uma perda – nem podia ser comparado a situação de alguém que não tem uma família. O tempo foi passando e eu passei a ter amor por essa causa, doando um pedaço do meu tempo pra fazer companhia ou simplesmente alegrar a vida de alguém. No final deste período, cresci fisicamente, psicologicamente e amadureci em muitos requisitos na minha vida, até em questões religiosas, porque Jesus não veio a mundo pra criar um conceito do que é ser uma pessoa “boazinha”, mas sim nos ensinar o que é o amor da forma mais pura e real. Hoje não me vejo fora disso, saber que pessoas esperam por você numa tarde de sábado, faça chuva ou faça sol, saber que uma simples visita em um hospital ou orfanato pode deixar alguém feliz por dias… Não tem dinheiro que pague! Acho que ainda tenho muito o que aprender e vivenciar nessa jornada.

Porque pra crescer precisamos de experiência e conhecimento e a vida ainda tem muito o que nos ensinar!
Alice Soares – voluntária

Eles chegaram aqui contagiando a todos. Pintaram a vida de nossas crianças com as cores da felicidade e da esperança; ajudando-as a construírem sonhos tão bonitos num mundo de carinho e amor!!! Que bom se mais pessoas distribuíssem palavras amigas… O mundo seria bem melhor! Aprendemos com o grupo Semeando amor que a beleza das pessoas está na capacidade de amar e encontrar no seu próximo a continuidade de sua própria felicidade.
Jovelina S. dos Santos
Lar CriançArteira

Voluntariado para mim era plano para uma aposentadoria, até que um dia me dei conta de que não sei se chegarei lá ou se terei saúde. Então resolvi investir no presente, afinal, sentia que alguma coisa faltava em minha vida, mas não sabia dizer o que. Hoje acho que deveria ter começado ha mais tempo.
Procurei alguns grupos e entre eles encontrei o Semeando Amor, onde fui muito bem recebida. Ali nascia a minha palhaça Pepa e começaria minha trajetória como voluntária. Hoje minha filha e meu marido também fazem parte do grupo. Até minha cachorrinha é voluntária.

Quando comecei, achei que doaria amor, carinho e atenção, mas hoje vejo que recebo muito mais do que dou. O voluntariado transformou minha vida. Sou mais feliz e vejo a vida com outros olhos.
Angelis Mazetto – voluntária

Faço parte do grupo de voluntariado há praticamente 2 anos. Meu intuito principal é tentar passar bons sentimentos e esperança para pessoas que precisam disso em suas vidas. Simultaneamente e sem intenções, todas as coisas boas que tento plantar refletem positivamente em minha vida, deixando minha autoestima melhor e com cada vez mais gana pra continuar esse trabalho. No início atuava principalmente com crianças, o que me direcionou a cursar Pedagogia. Sem dúvidas fazer coisas que você considera boas, traz desafios e consequentemente mais coisas boas
Raíssa Munhoz – voluntária

O voluntariado não se limita em ajudar o próximo. Ser voluntária é descobrir o melhor que existe em você através do outro. É amar e ser amada. Nesses dois anos de voluntariado descobri que o nosso melhor é semear o amor, pois o amor cura tudo! A cada ação realizada pelo semeando amor eu aprendo um pouquinho sobre mim e me sinto realizada a cada sorriso recebido. Foi com o semeando amor que aprendi que amar é a base de tudo. Passei a entender que o amor é o dom mais precioso que Deus nos deu e o quão poderoso é amar ao próximo como Deus nos amou. Hoje sei que é através do semeando amor que eu posso espalhar e semear esse sentimento! Não existe nada melhor do que exercer o voluntariado do amor!
Alessandra Mesadri – voluntária

SAIBA MAIS:
Semeando amor
Conheça mais sobre esse pessoal do bem. Se quiser fazer parte desse grupo, entre em contato com os links abaixo. Quem sabe você pode aumentar ainda mais essa corrente de amor!
youtube https://www.youtube.com/user/gruposemeandoamor
Facebook https://www.facebook.com/gruposemeandoamor
E-MAIL:  gruposemeandoamor@hotmail.com

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